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Conheça 8 mitos e verdades sobre a mecânica de caminhão

Quer conhecer os maiores mitos e verdades sobre mecânica de caminhão? Então, este conteúdo foi feito pra você. Não deixe de conferir!

Atualizado em

7 de março de 2024

Autor

Grupo Tracbel

Categoria

Quem passa muito tempo na rodovia sabe que cada viagem realizada garante um pouco mais de experiência. Entre um frete e outro, novos aprendizados surgem, especialmente sobre a mecânica de caminhão.

Por isso, alguns costumes rotineiros não acompanharam a evolução dos veículos pesados. Vários mitos que não contribuem para a conservação e manutenção desses brutos ainda permanecem.

Justamente por esse motivo, reunimos para você as respostas para os questionamentos mais frequentes sobre o funcionamento de caminhões. Confira!

1. Remover a válvula termostática evita problemas no motor?

A válvula termostática é um item que regula o fluxo do líquido de arrefecimento entre o radiador e o motor. Com o sistema resfriado, ela permanece fechada, fazendo com que a solução circule somente no motor para aquecê-lo mais rápido. Quando o motor atinge determinada temperatura, a válvula abre e direciona o líquido para o radiador, garantindo o resfriamento do sistema.

Realmente, as válvulas dos veículos antigos falhavam com frequência. Por isso, muitos motoristas ainda removem a peça para evitar que esse problema ocorra novamente. Só que esse componente foi melhorado e raramente apresenta defeito. Sem ele, não existe controle sobre o arrefecimento do caminhão.

Quando as válvulas são retiradas, o controle de temperatura do motor fica prejudicado. Demora mais para ele aquecer, consome combustível a mais que o necessário. Além disso, há chances de ocorrer um superaquecimento e avariar todo o sistema. Deixe-as onde estão para evitar problemas maiores.

2. É preciso ligar o motor por alguns minutos para aquecer?

Com o surgimento da injeção eletrônica, o motor dos caminhões atuais se aquece enquanto está em uso. O único motivo para mantê-lo funcionando antes de sair é alimentar o sistema pneumático do veículo.

Além disso, o óleo do sistema é mais viscoso e consegue trabalhar tanto com a motorização fria quanto quente. Ou seja, o processo de lubrificação e mistura de combustível é realizado com eficiência em qualquer temperatura.

Quando o caminhão está rodando, não só aquece o motor, mas também a caixa de marcha, a embreagem, os rolamentos, os freios e os eixos traseiros. Nada disso é aquecido quando seu caminhão fica parado por alguns minutos, com o motor funcionando.

3. Acionar o freio motor provoca maior desgaste das peças?

Muitos condutores pensam que o freio motor compromete o escapamento, prejudica a absorção do óleo do cárter e superaquece o motor, mas esse é um ledo engano. Essa ferramenta é de grande utilidade, principalmente para veículos pesados. Ela dá estabilidade para o caminhão, sobretudo em subidas e descidas mais acentuadas, o que reduz o risco de acidentes.

Quando o freio motor é acionado, você tem um menor consumo das lonas e/ou pastilhas de freios, aumentando assim a vida útil dos componentes de freio.

4. Ponto morto economiza combustível?

Ao usar a famosa banguela, o sistema de injeção interpreta que o motor está em marcha lenta, consumindo ainda mais combustível, o que aumenta o desperdício. Apesar disso, a injeção eletrônica tem a capacidade de interromper a liberação do diesel quando o freio motor é usado e o caminhão não está acelerando. Ela compreende que, nas ladeiras, o peso do veículo vai mantê-lo em movimento.

Por fim, é importante ressaltar que descer no ponto morto coloca motorista, terceiros, veículos e cargas em risco, por causa da instabilidade gerada pelo caminhão desengatado. Mais uma vez, o sistema de frenagem fica sobrecarregado quando for utilizado em situações de emergência.

5. Acelerar ao ligar e desligar o caminhão facilita a ignição?

Essa prática era comum nos modelos mais antigos, nos quais era preciso pisar no acelerador para encher o carburador de gasolina –—sim, os caminhões do passado tinham gasolina como combustível.

Alguns motoristas ainda acham que isso favorece a lubrificação do motor. Na verdade, acontece um consumo desnecessário de diesel, além de forçar o motor e as turbinas. Quando o condutor acelera de maneira excessiva, o sistema gira sem a lubrificação correta. Isso ocorre porque é necessário um tempo para que o fluido percorra internamente

6. O uso de aditivos no radiador é inútil?

Na verdade, o aditivo tem o poder de esticar a durabilidade das peças do sistema de arrefecimento e da motorização. Ele evita desgastes precoces, provocados pelas ferrugens e corrosões. Além disso, muda as propriedades do líquido de arrefecimento, aumentando o intervalo entre a fervura e o congelamento. Isso evita que o motor funda em dias quentes ou congele em climas frios. Adicionar aditivos no radiador é essencial para preservar o funcionamento dos veículos da sua frota.

7. Aplicar óleo no chassi evita a corrosão?

Passar óleo de mamona no chassi é ainda uma prática comum entre os caminhoneiros. Muitos pensam que esse produto reduz ou elimina ferrugens, mas é um dos maiores mitos que circulam nas estradas.

Ao contrário disso, essa solução acumula impurezas, produz uma goma difícil de remover e resseca superfícies emborrachadas. A recomendação é manter a estrutura limpa sempre que possível. Vale dizer que a tinta presente no chassi é anticorrosiva, o que inutiliza a aplicação do óleo.

8. Os pneus devem estar frios antes da calibragem?

A reposta é sim! Os pneus devem ser calibrados frios — após 4 horas da parada do caminhão. Durante o trajeto, esses componentes são aquecidos, e isso leva ao aumento da pressão interna. Isso significa que só é possível calibrar corretamente quando os pneus estiverem em temperatura padrão (cerca de 21°C). Manter a calibragem correta (de acordo com o manual do proprietário) é essencial para evitar o desgaste precoce.

Como visto, muita coisa mudou nas últimas décadas para o segmento de veículos pesados, o que comprova o grande número de mitos que envolvem a mecânica de caminhão. Para cuidar da frota e evitar acidentes, é preciso acompanhar a evolução dessas máquinas.

O conhecimento e a manutenção preventiva são dois grandes aliados de condutores e frotistas. Para evitar prejuízos físicos e financeiros, basta respeitar os limites de carga e velocidade e fazer inspeções periódicas. Se algum problema surgir, estacione e conserte para impedir avarias maiores e reduzir custos (tempo e dinheiro). Assim, você evita que o veículo tenha de ir a uma oficina a todo momento.

E então, gostou do conteúdo? Que tal aprimorar seus conhecimentos sobre veículos pesados? Entenda como diminuir o consumo de combustível.

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